Adestrador do GOPE avalia cães da TAA do CREDEQ

Os cães utilizados na Terapia Assistida por Animais (TAA), no Centro Estadual de Referência e Excelência em Dependência Química em Aparecida de Goiânia (CREDEQ – Prof. Jamil Issy), da SES – Governo de Goiás, podem passar por processo de adestramento. A possibilidade está sendo estudada pela unidade e o adestrador Alexandre Álvaro Silva de Paula, que trabalha com os animais do Grupo de Operações Penitenciarias (GOPE).

Durante uma visita à unidade estadual de saúde, que trata de casos severos da dependência química, os oficiais do GOPE, o adestrador e a equipe técnica do CREDEQ – Prof. Jamil Issy (gerente multiprofissional, Marcus Túlio Balena, supervisor da terapia ocupacional, Olímpio Teodoro Júnior, terapeuta Lydja de Lima Coelho), acertou que será finalizado um projeto, o qual será exposto à direção da unidade.

A intenção é implantar o adestramento de obediência dos cães, condicionando um comportamento favorável ao desempenho da TAA. Inicialmente, o CREDEQ – Prof. Jamil Issy, desde que foi inaugurado, em junho de 2016, utiliza dois casais de cachorros, sendo um da raça Golden Retriever e outro de Labradores Retriever. Ambos dóceis, calmos, companheiros e sociáveis. Os Golden trabalham com os pacientes masculinos e os Labradores, com as femininas.

De acordo com a terapeuta ocupacional, o adestramento poderá ampliar, ainda mais, as chances de uma experiência ainda mais assertiva dos pacientes, desenvolvendo a autoconfiança nas relações sociais e individuais. A TAA também auxilia na reabilitação de dependentes químicos, na medida em que durante as atividades, os pacientes exercitam habilidades sociais como paciência, perseverança e empatia.

A interação com os animais contribui para a liberação de hormônios, que aliviam dores e reduzem possíveis resistências ao tratamento. Ao contrário do tratamento com equinos (equoterapia), cuja marcha produz estímulos neurológicos, por se assemelhar ao caminhar humano, o que acaba por estimular habilidades motoras, cognitivas e emocionais no paciente. Na TAA, o víeis é psicológico e emocional, o que pode atuar como coadjuvante de outras terapias utilizadas no protocolo terapêutico.

O adestramento seria realizado com os filhotes dos dois casais, nascidos há dois meses na unidade. Durante a visita, o Alexandre Silva fez orientações iniciais sobre cuidados e realizou uma rápida avaliação das características dos animais, assim como de seus estados emocionais.

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