CREDEQ fala sobre dependência química à Rádio 730 AM

Dependência química pode gerar problemas sociais, mas em sua essência ela é uma doença crônica, progressiva e letal, quando não tratada. Este cenário foi discutido na segunda-feira (13/11), no estúdio da Rádio 730 AM, pelo psiquiatra do Centro de Referência e Excelência em Dependência Química, em Aparecida de Goiânia (CREDEQ – Prof. Jamil Issy), Alexandre Augusto de Castro Peleja.

 

 

A dependência química é um problema de saúde pública que afeta milhares de brasileiros. A doença apresenta características que a distingue de outros transtornos mentais.  Por isso, o tratamento de dependência química, demanda um programa específico. CREDEQ – Prof. Jamil Issy realiza esse trabalho em Goiás. O assunto foi discutido durante uma hora no quadro Saúde, do Programa Cidadania em Destaque, comandado pela jornalista Cecília Barcelos. “A dependência química é principalmente um problema de saúde, e ela deve ser tratada como tal. Se a olharmos apenas como problema social, o tratamento fica incompleto. É preciso ter abordagem com médico, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional e educador físico”, argumenta o médico Peleja. 

Alcoolismo

O álcool é a mais letal de todas as drogas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 3 milhões de pessoas em todo o planeta morrem por uso de bebidas alcoólicas. Alexandre Peleja afirma que um dos piores momentos da vida de um dependente químico nestes casos é quando resolve parar de beber.

“Ele pode inclusive morrer. A abstinência do álcool é uma das mais graves, e só perde para a heroína. No Credeq, por exemplo, temos a unidade de intoxicação. O paciente chega da rua, e estava consumindo álcool. Ele fica de uma a duas semanas nesta unidade sendo monitorado 24 horas por dia para evitar a síndrome da abstinência que pode gerar uma crise convulsiva, entrar em coma e resulta em morte”, ressalta.

O especialista reforça ainda que antes de tomar a decisão de deixar de beber, é preciso procurar ajuda médica, evitando assim um problema maior.

Tabagismo

Outro vício por droga lícita que afeta milhões de pessoas em todo o mundo é o uso do cigarro. Ruim para quem fuma, tão pior para quem está próximo. Alexandre Peleja salienta que fumantes tem potencializados problemas de saúde por causa do fumo.

“Apesar de ser socialmente aceito. No mundo, está diminuindo o uso, as pessoas estão parando de fumar. No entanto, traz todas as consequências no corpo como câncer de bexiga, de pulmão. Do ponto de vista psiquiátrico, é uma comorbidade psiquiátrica e piora vários outros transtornos. Se a pessoa tem depressão ou ansiedade, e continua fumando, isso piora a qualidade de vida mental e física dela”, avalia.

Tratamento

Após a internação, que dura em média duas semanas, outros processos auxiliam na recuperação do dependente químico, como descreve o especialista.

“Principalmente na prevenção da recaída, para o paciente poder se habilitar e perceber como funcionam os sintomas, a fissura ou vontade intensa, e para que ele possa se programar. Outro aspecto é que o paciente perde a capacidade laborativa, vai parando de trabalhar, e então focamos para que ele desenvolva essas habilidades”, destaca.

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