Credeq fala sobre suicídio à TV Assembleia

(acesse o link https://youtu.be/u-scQKSQQcQ e assista a entrevista, no programa Você Mais Saudável, que trata, de maneira ampla, sobre o suicídio)

O suicídio é uma morte anunciada e desnecessária, pois as chances de ter sido prevenida são grandes. O assunto, entretanto, tem padecido de informações, o que gera mitos, preconceitos e muitas mortes. No mundo, cerca de 800 mil, anualmente. No Brasil, em torno de 13 mil.entrevista-a-tv-alego

Aliás, é a terceira causa de morte no país. Os jovens, entre 15 e 29 anos são os mais afetados. Um quarto das mortes acontece entre os dependentes químicos e 95% dos suicidas eram portadores de algum transtorno psiquiátrico.

Respaldado neste cenário, o psiquiatra Tiago Oliveira, que é o diretor técnico do Centro de Referência e Excelência em Dependência Química – Prof. Jamil Issy (Credeq), em Aparecida de Goiânia, concedeu uma entrevista a uma equipe da TV Assembleia de Goiás, cujo o programa foi ao ar na noite de segunda-feira, 26 de setembro.

De acordo com o psiquiatra Tiago Oliveira, a campanha Setembro Amarelo, formulada pela ONU e trazida para o Brasil pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Na perspectiva da prevenção, é significativo combater os mitos que existem em relação ao suicídio.

 

Mitos Verdades
O suicídio é uma decisão individual, já que cada um tem pleno direito a exercitar o seu livre arbítrio. FALSO. Os suicidas estão vivenciando quase invariavelmente por uma doença mental que altera, de forma radical, a sua percepção da realidade e interfere em seu livre arbítrio. O tratamento eficaz da doença mental é o pilar mais importante da prevenção do suicídio. Após o tratamento da doença mental o desejo de se matar desaparece.
Quando uma pessoa pensa em se suicidar terá risco de suicídio para o resto da vida. FALSO. O risco de suicídio pode ser eficazmente tratado e, após isso, a pessoa não estará mais em risco.
As pessoas que ameaçam se matar não farão isso, querem apenas chamar a atenção. FALSO. A maioria dos suicidas fala ou dá sinais sobre suas ideias de morte. Boa parte dos suicidas expressou, em dias, ou semanas, anteriores, frequentemente aos profissionais de saúde, seu desejo de se matar.
Se uma pessoa que se sentia deprimida e pensava em suicidar-se, em um momento seguinte passa a se sentir melhor, normalmente significa que o problema já passou. FALSO. Caso alguém que pensava em suicidar- se e, de repente, parece tranquilo, aliviado, não significa que o problema tenha superado. Uma pessoa que decidiu suicidar-se pode sentir-se “melhor” ou sentir-se aliviado simplesmente por ter tomado a decisão de se matar.
Quando um indivíduo mostra sinais de melhora, ou sobrevive à uma tentativa de suicídio, está fora de perigo. FALSO. Um dos períodos mais perigosos é quando se está melhorando da crise que motivou a tentativa, ou quando a pessoa ainda está no hospital, na sequência de uma tentativa. A semana que se segue à alta do hospital é um período durante o qual a pessoa está particularmente fragilizada. Como um preditor do comportamento futuro é o comportamento passado, a pessoa suicida muitas vezes continua em alto risco.
Não devemos falar sobre suicídio, pois isso pode aumentar o risco. FALSO. Falar sobre suicídio não aumenta o risco. Muito pelo contrário, falar com alguém sobre o assunto pode aliviar a angústia e a tensão que esses pensamentos trazem.
É proibido que a mídia aborde o tema suicídio. FALSO. A mídia tem obrigação social de tratar desse importante assunto de saúde pública e abordar esse tema de forma adequada. Isto não aumenta o risco de uma pessoa se matar; ao contrário, é fundamental dar informações à população sobre o problema, onde buscar ajuda etc.

Fonte: Conselho Federal de Medicina, 2014.

Link permanente para este artigo: http://credeq-go.org.br/credeq-fala-sobre-suicidio-a-tv-assembleia/