out 25 2017

Psiquiatra do CREDEQ fala sobre o álcool aos ouvintes da CBN  

Conforme dados do Ministério da Saúde, a dependência do álcool, que é considerada, apesar de lícita, a droga mais popular, atingindo 12% dos adultos brasileiros e responde por 90% das mortes associadas ao uso de outras drogas. Além do mal que faz à saúde, o alcoolismo prejudica a vida social e familiar da pessoa. Para falar sobre esse cenário e discutir o tema, a psiquiatra Luiza Ninon Severo, participou do quadro Guia de Saúde, da Rádio CNB, na manhã do último dia 21, sábado. A médica integra o quadro clínico do Centro de Referência e Excelência em Dependência Química, em Aparecida de Goiânia (CIPA/CREDEQ – Prof. Jamil Issy). Aliás o tema vício do álcool e os prejuízos causados pela droga aos familiares do dependente foi sugerido por uma ouvinte da emissora.

O programa é apresentado pelo jornalista Luiz Geraldo. Durante a entrevista, a psiquiatra do CREDEQ – Prof. Jamil Issy deixa claro que o alcoolismo pode ser totalmente controlado, explicando que é consenso na comunidade científica que qualquer tipo de dependência química é uma doença grave do cérebro, crônica e rescidivante. Ou seja, as recaídas fazem parte do curso natural do transtorno.

Entretanto, dependendo da motivação do paciente e da rede de suporte conectado pelo paciente (familiar, social, econômico, espiritual, lazer, sistema da saúde e profissionais médico e multiprofissionais), as chances, de acordo Luiza Ninon, são de que o dependente se torne um abstêmio permanente e absoluto.

Os adultos brasileiros bebem, em média, 8,7 litros de álcool puro por ano – quantidade que já foi maior, mas continua sendo uma das mais altas nas Américas e supera a média mundial, conforme recente informe da OMS. De acordo com a medição, baseada em dados compilados entre 2008 e 2010, o país tem a nona maior média de consumo alcóolico, entre 35 países pesquisados no continente.

Nos três anos anteriores, os adultos brasileiros consumiam 9,8 litros de álcool puro, terceira maior média do continente. Estudos revelam que há uma cultura de consumo de álcool instalada na América Latina, criando um importante problema de saúde pública regional. Na América Latina e no Caribe, as pessoas consomem em média 8,4 litros de álcool puro por ano, 2,2 litros a mais do que a média mundial.

A consequência é que, em 2012, houve uma morte a cada 100 segundos em decorrência do álcool – 80 mil mortes poderiam ter sido evitadas naquele ano caso o consumo de álcool não tivesse ocorrido. O relatório da OMS cita outro estudo que identifica o álcool como a maior causa de mortes entre jovens brasileiros entre 15 e 19 anos. E ainda que o Brasil tenha repetidamente imposto leis para baixar o limite legal de teor alcóolico no sangue e aumentar as penas para quem bebe e dirige, esses esforços não têm tido efeitos duradouros na segurança viária.

Ouça toda a entrevista, que pode ser acessada pelo link: https://www.cbngoiania.com.br/cmlink/cbngoiania/colunas/guia_saude/GuiaSaude.col

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