4 anos de CREDEQ – reabilitação do álcool


Cerca de 1,2 milhão de goianos adultos consomem, de forma abusiva, algum tipo de bebida alcoólica. Os números são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde (MS), divulgada em 2019. Aliás, o álcool é a substância psicoativa legal de maior consumo e dependência no Brasil.

No mundo e considerando levantamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como entidades nacionais de pesquisas sobre o consumo de bebidas alcoólicas, cerca de 3,3 milhões de mortes ao ano estão relacionadas à ingestão de álcool.

O estudo também aponta que os índices do alcoolismo avançaram no País entre os anos de 2006 e 2018. Em 2006, o problema afetava 14,7% dos brasileiros acima de 18 anos. A pesquisa Vigitel, do MS, constatou ainda o avanço da dependência ao álcool entre mulheres. De 2006 a 2018, o porcentual de mulheres que fazem uso indiscriminado de álcool passou de 7,7% para 11%. Nos homens, foi de 24,8% para 26%.

Um cenário assustador, mas, infelizmente, bem conhecido pelos profissionais do Centro Estadual de Referência e Excelência em Dependência Química, em Aparecida de Goiânia (CREDEQ – Prof. Jamil Issy), que este mês de junho está completando quatro anos de funcionamento. O Centro, nestes 48 meses em funcionamento, atendeu a cerca de 6,8 mil pacientes com problemas alcoólicos, oferecendo tratamento clínico especializado na reabilitação.

De acordo com o setor médico da instituição médica, ao contrário do que se supõe, a desintoxicação mais delicada e desafiadora é a do alcoólico, exigindo, além da presença médica, um rígido protocolo. No CREDEQ – Prof. Jamil Issy, o processo de desintoxicação acontece ao longo de 21 dias. É o mais longo, dentre todas as outras dependências químicas.

Conforme explicações do diretor técnico do CREDEQ – Prof. Jamil Issy, o psiquiatra Danilo Fiorotto, mesmo nunca tendo acontecido na instituição médica, há casos em que o paciente é vítima de complicações cardiovasculares, ou ainda um AVC. “Depende muito das condições clínicas e fisiológicas do paciente. Mas a limpeza orgânica do dependente do álcool deve ser bem monitorada.

De acordo com a OMS, não existe uma quantidade segura de álcool a ser consumido, porque ele é tóxico para o organismo humano e pode provocar diversos problemas como câncer, problemas hepáticos (cirrose), alterações cardiovasculares (infarto e AVC), diminuição de imunidade, além de doenças mentais.

O CREDEQ – Prof. Jamil Issy e a única instituição pública a oferecer tratamento de reabilitação aos dependentes químicos de forma gratuita no país. Todos os seus pacientes, quer internos ou ambulatoriais, recebem atendimento multiprofissional com médicos, psicólogos, enfermeiros, nutricionista, e assistentes sociais, além de terem a sua disposição diversas terapias de apoio. Elas possibilitam maior probabilidade de reintegração social.

17 jun 2020



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